O BATUQUE de TAMBU e a DANÇA DA UMBIGADA são manifestações folclóricas Afrodo em varias regiões do continente africano, especialmente em paises como Angola, Congo e Moçambique através da etnia Bantu.

Johann Moritz Rugendas. – Obra, datada de cerca de 1835, é intitulada “A Dança do Lundu” (ou Lundum em algumas referências). 

No Brasil tornou-se um costume a partir das horrendas senzalas onde os escravizados praticavam em ocasiões de descanso ou celebração. A palavra “Batuque” em português se refere ao termo “batuk” do idioma Quimbundo Bantu traduzido como ato de bater com reiteração, fazer ritmo ou barulho. A palavra Tambor é traduzida como INGOMA “Ngoma” que também pode ser “entendida” como Batuque. No idioma Quimbundo a palavra Festa é traduzida como “KIZOMBA”.

FOTO HISTÓRICA– Apresentação dos Grupos de Batuque de Umbigada de Tietê, Capivari e Piracicaba em Olímpia – década de 1970.

OS INSTRUMENTOS UTILIZADOS

…no “batuque” são de percussão, tambores “geralmente rusticos”, manufaturados artesanalmente em troncos de árvores. Sua afinação (instrumentos de madeira e couro) se dá pelo aquecimento junt a pequenas fogueiras. 👇🏼

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A DISPOSIÇÃO DOS INSTRUMENTOS

segue a Tradição atravesdo tem0o: O Tambu, apoiado em um suporte ou “calço”. O Quingengue é disposto atravessado sobre o meio do Tambu. As Matracas são batidas do meio para trás do corpo do Tambu. O Guaiá – chocalho, geralmente de ferro, é utilizado pelo “Modista”(compositor) e usualmente pelos dançadores durante as apresentações.

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Pintura Autoral – “Batuque de Umbigada na Santa Cruz” – Tietê-SP – 2013/2014

O TAMBU – Tambor maior de som gravee potente, feito com tronco de árvore e Couro espesso (antigamente usava-se couro de Burro por ser mais grosso e resistente. 👇🏼

O QUINJENGUE – Tambor menor, de som mais agudo formato de “Taça” similar o D’jambe de aspecto mais rústico, menos elaborado, porém mais robusto. 👇🏼

MATRACAS – As matracas são duas “Varas” (cabos de madeira de 60cm) roliço que batidas sobre o tronco do Tambu emitem um som de “marcação do ritmo da dança e da cantoria.👇🏼

O GUAIÁ– É um “chocalho” tradicionalmente de Metal (Lata ou chapa de flanders) geralnente come chumbo dentro, utilizado pelos Modistas ou dançadores para acompanhar em percussão a moda ou música. 👇🏼

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A UMBIGADA é uma danca característica de várias regiões africanas, e proliferação principalmente com o povo Bantu sob a alcunha “SEMBA”, que em idioma Quimbundo significa UMBIGO ou umbigar. Por corruptela, entre os afrodescendentes brasileiros a palavra SEMBA originou a palavra “SAMBA” que designa o nosso gênero de batucada afro-brasileiro.

Pintura Autoral – “ Dança da Umbigada” – 40x30cm – Tietê-SP – 2017/2021

Migrando “forçadamente” das Usinas de Cana de açúcar do nordeste para o Sudeste os “Batuques” proliferaram na região dos canaviais, o JONGO na Vale do Paraiba (Guaratingurta, Piquete e São José dos Campos), enquanto a UMBIGADA na Região Campineira (Tietê, Capivari, Piracicaba e Rio Claro). Outras manifestações afrodescendentes se desenvolveram sob influência de católica europeia como as Congadas, o Moçambique e o Samba Lenço.

NA GRANDE SÃO PAULO

Com a Chegada da Ferrovia a partir de 1875 um grande contingente de afrodescendentes “reforcaram” a prática das manifestações de Batuques na Capital Paulista e nos municípios da Grande São Paulo como Carapicuiba, Cotia e Barueri. Em Santana do Parnaiba e Pirapora do Bom Jesus e Itu permaneceram grupos remanescentes das Senzalas nas Fazendas desta região especialmente no bairro de Curiruquara (divisa de Parnaiba e Itapevi) onde se destaca até os dias de Hoje (2026) o SAMBA DE BUMBO.

Mestres Batuqueiros na década de 1950: “Cassemiro (com Guaiá), Benedito Asumpção(pai – tocando Quinjengue), Zequinha Marçal (sentado no Tambu) e Benedito Assumpção (filho).

EM BARUERI-SP, o Batuque de Umbigada surgiu como Senhor AGGÊO PIRES, nascido em 1902 em Ceruilho, de familia residente em Laranjal Paulista. Trabalhador Ferroviária, na década de 1940 e residiu na no bairro da Cachoeirinha (zona norte de SP), mudou-se em 1952 para Barueri, onde cultivou roça no terreno do Exercito no bairro da ALDEIA (Próximo a Estação Ferroviária de Antonio João). Em 1972 criou seu próprio terreiro de Batuque, onde realizava as Festas que viravam a noite com a presença de autoridades municipais e a participação de Mestres batuqueiros de Tietê, Capivari, Laranjal Pta. e Piracicaba. Nesta época outro Batuqueiro importante Fazia parte da comunidade de Barueri: Benedito Assumção (pai) e Benedito Alves Assumpção (ilho). Eram “MODISTAS”, ou seja, compositores de rimas e repentes que acaloravam as disputas ao pé do Tambu.

As Festas de Batuques e Cururu do Terreiro do Mestre Aggêo Pires aconteceram entre Maio de 1972 e agosto de 1977, quando o Mestre Aggêo faleceu.

Nena (Maria de Lourdes Pires – filha do Mesttre AGGÊO PIRES e o Mestre Benedito Assumpção Filho – em maio de 2011)

O Batuque de Umbigada desapareceu em Barueri até maio de 2010 quando eu, Edgard Santo Moretti, em pesquisa desde 2008 consegui co a VALIOSA ajuda.do então Secretário de Cultura de Barueri, GETÚLIO FOGAÇA, reunir remanescentes do grupo de 1972 e resgatar com Grandiosa Festa no Centro Cultural de Barueri, a apresentação dos Grupos Tradicionais do Batuque de Umbigada de Tietê, Capivari, Piracicaba, São Paulo e Barueri na presença dos filhos do Mestre Aggêo, Adilson Pires (o Caçula) e Maria de Lourdes Pires (a Nena). Em 2012, Minha pesquisa resultou em Livro “A UMBIGADA DO MESTRE AGGÊO” que foi “contemplado”pela Lei Municipal José Rocha.

Em 19 de Setembro de 2013 o MESTRE AGGÊO e o Battuude Umbigada de Barueri-SP foram reconhecidos pela ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE FOLCLORE. 👇🏼

As Festas da Umbigafa do Mestre Aggêo aconteceram anualmente, por realização da Secretaria Municipal de Cultura de Barueri até 2015, quando a nova gestão prefriu inserir a Umbigada na Festa da Cultura Popular apenas como breve apresentação de palco.

FICO HONRADO POR SUA VSITA

Uma resposta

  1. Avatar de Elmira Justiniano
    Elmira Justiniano

    Só é lamentável que tal Cultura não tenha valor algum para atual administração envolvida com a Secretaria da Cultura da cidade.

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